Há
muitos e muitos anos em um mundo muito longe daqui, morava uma menina. Ela não
sabia ao certo como havia chegado lá, nem tampouco onde estariam as outras
pessoas, o que ela sabia é que ela estava muito longe...
No
primeiro dia em que acordou, sem nenhuma memória de onde tinha vindo muito
menos de quem era, olhou a sua volta e encontrou o nada!
Por
alguns dias encolheu-se em um canto qualquer e silenciosamente esperou que algo
acontecesse, mas o nada reinava!
Precisava
urgentemente fazer alguma coisa para afastar o nada, as armas que tinha
eram apenas as que moravam dentro dela protegidas do ataque do nada: a Fome, a
Sede, o Desamparo a Solidão e o Medo.
Junto delas e por causa delas, começou
a sua viagem.
No
caminho, ao mesmo tempo em que a Fome, a Sede o Desamparo e a Solidão ajudassem
a encontrar saídas, o Medo era quem estava no comando.
A Fome a ajudou a encontrar uma beterraba dentro
da terra, mas o medo alertou sobre seu aspecto e seu gosto adocicado e ela diz: hac que nojo, levando-a a cuspir.
A
Sede a ajudou a encontrar um lago pequeno, mas o medo gritou dentro dela: a água está turva melhor não tomar, essa coisa suja vai te matar!
O Desamparo encontrou uma arvore oca para
passar a noite, mas o Medo disse que o lugar era pequeno demais e ela o deixou
para trás.
A
Solidão encontrou um ser estranho, feio e sem graça que ameaçou aproximar-se, mas
o Medo alertou-a do perigo que corria e ela afastou-se rapidamente.
Seguiu
caminhando e quanto mais o tempo passava mais a beterraba o lago e a árvore
oca e o ser estranho tornavam-se importantes para ela, sonhava em reencontra-los,
mas já haviam ficado para trás e descobriu então que naquele mundo não havia
jeito de voltar, quando olhava para trás o caminho percorrido sumia como
mágica.
Foi
escurecendo e ela viu diante de si a noite chegar e ela era negra e
assustadora, mas mais assustador ainda era não haver ninguém por perto para lhe
fazer companhia.
Foi quando algo com grandes asas saiu de
dentro dela e disse: eu sou a Coragem, agarre-se a mim.
Desta
vez ela não jogou fora o que encontrou e ao alçar voo nos ombros da coragem. Encontrou
no caminho a Esperança, uma figura simpática e sorridente...
A
partir de então uma infinidade de coisas, a menina a Coragem e a Esperança, viveram
juntas e o medo não pode mais comandar!
Conheceram outros lugares, alguns eram
estranhos outros mais simpáticos e com aspecto conhecido.
Acompanhada
da Coragem e da Esperança, ela conheceu e foi conhecida por muitos universos,
onde encontrou comida, agua e seres das mais diversas espécies.
Certo
dia ao acordar percebeu que a Fome, a Sede, o Medo, o Desamparo e a Solidão
haviam ficado para trás naquele caminho sem volta e deu até certa saudade
deles, mas alegrou-se ao olhar do seu lado e ver as suas amigas de viagem, a
Coragem e a Esperança.
O
que ficou para trás foi o passado, lugar que não dá para voltar, no caminho que
é o presente encontrou a coragem para com ela voar no aqui e agora rumo ao
futuro, que a gente não conhece e por isso precisa muito da companhia da Esperança
para nele acreditar.
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