As vezes me sinto uma
menina
O corpo desabrochando
e prenhe de vida
Encantada com a
imensidão a vista
As vezes me sinto uma
mocinha
Os desejos no corpo
florescendo, toda bonita
Com a invasão do amor
encantada
As vezes me sinto uma
senhora
O corpo amadurecendo,
toda segura
Com minhas conquistas
encantada
As vezes me sinto uma
idosa
O corpo já pouco
importa
A sabedoria vive a minha
volta
As vezes estou toda
misturada
Sou a menina que as
outras acelera
Sou as outras que a
menina ensina
Tem momentos que a
menina e a idosa
se juntam e deixam de
lado a senhora
deixam de lado a
mocinha
Acontece então a
magia
Com a menina e idosa
fundida
Me sinto sábia e
prenhe de vida
Mas, se há tempestade
Sinto a força de
todas
Unidas formam um colo
quente
A menina que anima
A mocinha que encanta
A senhora que cuida
A idosa que aconselha
Nos caminhos da vida
Quando sou invadida
De alegria ou
angustia
São todas sempre bem
vindas
Poesia publicada no livro "Inspiração no Divã - o encontro com fantasmas adormecidos" lançado em outubro de 2018
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