Doze homens e uma sentença, reestréia no Teatro Aliança Francesa
Escrita nos anos cinquenta, um tanto distante, principalmente considerando as inovações tecnológicas, o tema é muito atul, e não deixará de ser.
Por mais que tenhamos desenvolvido técnicas de apurar cientificamente os fatos, nossa natureza sempre será pautada na dúvida, sempre haverá uma pergunta, quando se trata das questões humanas, será que vimos a verdade dos fatos, ou apenas a refutamos com as nossas verdades?
Humano, divino humano, nosso mundo é visto através da lente construida durante nossas vidas, de sensações, traumas e desejos, realizados, frustrados ou falidos.
Ao final da brilhante atuação desse grupo de doze homens, reafirmo a mais célebre frase de todos os tempos: só sei que nada sei.
Constatada essa única e milenar certeza, reconheço o quanto de ignorancia pode existir nas convicções.
De novo um saber antigo: quem tem uma convicção tem uma prisão. Acrescentaria humildemente, quem tem uma convicção nada sabe do outro, e muito menos de si.

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